segunda-feira, 4 de agosto de 2008

puxa aqui e puxa acolá

Dentro da lógica empresarial de busca pelo destaque (e consequentemente pela ascenção), incrível a percepção da potencialização das possibilidades quando se puxa sacos ou tapetes.

Dos dois, pelo menos um. Os os dois em um, o que é pior ainda....

Enfim....

Sem comentários!!!...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

carta ao gilson martins

Hahahah!...

Em outubro do ano passado comprei uma bolsa na Gilson Martins e tive que trocar. Mas só que tava escrito na etiqueta que não podia. Mas eu TINHA que trocar. E escrevi um e-mail para o cara, rs, pra tentar viabilizar a intenção....

Achei o e-mail agora. Reli. Re-ri. E resolvi postar! hahaha... Eh! E é claro... Consegui trocar!!!! rsrsrs...

"Caro Gilson Martins (tenho a pretensão de escrever diretamente para o Gilson por intencionar fortemente que este e-mail chegue, de fato, em suas mãos),
meu nome é Mariana Marra.
Antes de tudo, acho importantíssimo elogiar ao extremo toda sua coleção. Simplesmente maravilhosa, sempre!
Estive um dia desses numa peça da Elisa Lucinda,e, em determinada altura do espetáculo, pouco antes de fazer uma brincadeira com o público cujo prêmio era uma bolsa sua, ela perguntou: "quem não gostaria de ter uma bolsa do Gilson Martins?". E eu, aqui, hoje, corroboro a pergunta: quem é que não gostaria???...
Bom, enfim... seja lá quem for, não estou inclusa neste grupo. Sou pertencente à descarada maioria que adoraria poder ter uma das suas bolsas. Uma não, várias. Uma de cada, se possível.
Aliás, é impulsionada por justamente este desejo que, sempre que passando por Ipanema, pelo Rio Sul ou por Copa, dou um jeitinho de parar em frente às vitrines, dar uma olhada, entrar na loja... um jeitinho de alimentar minha vontade e de manter acesa a chama do "um dia eu ainda vou ter uma dessa, uma dessa, uma daquela"... mulheres e sua paixão inexplicável por bolsas, rs, acho que você entende bem...
De qualquer forma, um desejo que ainda se configura distante.
Acho que é bastante famosa a dificuldade da situação dos "recém-formados", lutando em busca de um lugar ao sol no mercado de trabalho. Pois bem... no meu caso, eu sou uma "ainda não formada", rs, o que aumenta consideravelmente a dificuldade, e, consequentemente, afasta um pouquinho mais a perspectiva da possibilidade de um armário com a variedade de acessórios que eu sempre quis e que tanto espero poder ter, rs.
Bom... estou dizendo isso tudo, na verdade, pra poder pintar o cenário em que eu estava ontem, dia em que eu pude (felizmente!) comprar uma bolsa nova! Uma folguinha no orçamento somada à criação psicológica de uma extrema necessidade de uma bolsa nova me conduziram até à sua loja. Entrei no estabelecimento com um certo sorriso no olhar, aquele de quem sabe que os dias de "entrar, olhar e sair com as mãos abanando" estavam contados.
Há muito eu já vinha "namorando" a coleção do Rio de Janeiro (aquela que todas as bolsas são exclusivas, sempre com casinhas lindas e coloridas), e decidi que seria uma destas que eu iria comprar. Fui até a loja de Copa, olhei, apreciei, me apaixonei... até que decidi por uma determinada bolsa (lindíssima!!!). Pra ter certeza da compra, fui até a loja de Ipanema, para me certificar de que não estaria deixando pra trás alguma outra mais bonita. E, de fato, pude constatar que não havia nenhuma outra que me atraísse tanto - a minha escolha havia sido a melhor!... Telefonei, então, pra minha mãe que estava em Copa, pedindo pra que fosse, finalmente, comprar a bolsa que eu havia escolhido.
Cheguei em casa à noite e ela estava lá, em cima da minha cama, com um laçarote, olhando pra mim com cara de filhotinho escolhido em feira de animais, rs, toda feliz por eu tê-la comprado. E eu, mais feliz ainda, ansiosa pelo dia seguinte, pela brilhante estréia da minha bolsa nova tão minunciosamente escolhida.
Hoje pela manhã, escolhi com cuidado uma roupa que combinasse perfeitamente com cada um dos detahes da bolsa - afinal, uma estréia é sempre uma estréia, rs. Com orgulho cortei a etiqueta do "este produto não pode ser trocado" e com cuidado tirei a outra com a logo "Gilson Martins", como se estivesse, naquele ato, atestando a posse do objeto. E fui pra rua.
São Pedro, pouco amigo meu, tratou logo de mandar uma chuva...
Chuva?!? Na minha bolsa nova?!? De jeito nenhum!!!... E, cuidadosamente, cobri a bolsa com a minha jaqueta, pra que os pingos fossem pra esta e não pra aquela.
Já chegando no ônibus pude perceber que cada vez que os botões da jaquela encostaram na bolsa originaram um risco diferente no corpo do objeto, o que me fez ficar bastante triste.
Fui então analisar a bolsa de uma maneira mais fria, e pude perceber que, por mais lindo que o material do qual ela é feita seja (e, de fato, é lindíssimo), ele é absurdamente passível à marcas e arranhões. E quando eu digo "absurdamente", realmente quero dizer isso.
Pude perceber que, ecostando o dedo de uma maneira mais incisiva, a bolsa é marcada. E, pior ainda, pude perceber, sendo assim, é impossível fazer com que ela permaneça imune à frenética rotina carioca. Simplesmente não há como usar a bolsa no dia a dia e mantê-la sempre bonita.
Acredito que você saiba de qual material estou falando. Um sintético marrom que tem a aparência fosca. Se ficar melhor usar uma referência, pude perceber que, no site, dentro de "Bolsas femininas", no sub-ítem "estilo", uma bolsa de material similar está disposta na terceira linha, sendo a segunda da esquerda pra direita.
Bom... mas, enfim... a questão é que eu fiquei frustradíssima com a minha compra. Mesmo.
Já tenho uma outra bolsa da Gilson Martins que, ainda que utilizada sempre, permanece como nova, e foi justamente atrás desta qualidade de produto (que eu já havia atestado) que eu fui - a qualidade que permitiria que a minha bolsa, ainda que utilizada constantemente, pudesse sempre oferecer uma boa aparência.
E não foi isso que encontrei.
Encontrei uma bolsa que, com um dia de uso, parece velha, ainda que eu tenha tido o máximo de cuidado ao evitar chuva e, posteriormente, tenha buscado loucamente evitar atritos rotineiros quase inevitáveis...
Por fim, ecoa em minha mente a repetição do "este produto não pode ser trocado", estampado na infeliz etiqueta que eu cortei com tanto orgulho hoje pela manhã e que, agora à noite, eu lamento tanto ter havido a existência. Queria realmente poder fazer a troca do produto. Pegar uma bolsa com algum material menos sensível, estando antenada neste quesito durante a escolha, já que foi algo em que sequer pensei ontem durante a compra.
E é por isso, Gilson, que lhe escrevo. Em primeiro lugar, como já foi dito, pra elogiar descaradamente a sua coleção. Brihante, sempre. E, num segundo momento, pra relatar minha experiência de compra, não apenas com o intuito de saber se há a possibilidade de troca, como também pra dar um toque quanto à minha frustração, podendo, quem sabe, contribuir pra loja de uma maneira mais geral.
Agredeço demais a atenção e aguardo sua resposta,
Mariana Marra"

terça-feira, 29 de julho de 2008

beijos não são batmans

Por favor, alguém me ensine a ser mãe!
Alguém me ensine a saber lidar com ter que educar, acarinhar, mostrar, direcionar e trabalhar pra sustentar... e tudo ao mesmo tempo!...
Alguém me ensine como fazer, como proceder, como medir, como dosar, como arcar!... Me ensinem, por favor!

Meu filho é lindo. É gostoso, é cheiroso, é a criança mais esperta, engraçada, fofinha e com tiradas brilhantes. Meu filho é tudo pra mim. É o que me faz acordar de manhã, engolir seco o saco cheio, respirar fundo e me enquadrar. É o que faz eu voltar pra casa à noite. É o que justifica tudo. É o que me faz querer ser melhor. É o que me dá esperança. É o que compensa a solidão. É o que quebra minha raiva, o que me dá forças, o que adoça o desgosto. É ele. É filho. Quem tem sabe o que é.

E eu não consigo me imaginar mais mãe. Eu tento ser o melhor de mim. Eu sou dura quando tenho que ser e me derreto todas as outras vezes. Eu abro mão, renuncio tudo que eu queria tanto fazer - e Deus sabe como eu queria! - por saber que faz parte de um ideal muito maior e por amar esse idealzinho mirim mais que tudo. Não tenho mais noites de festa nem manhãs de sono. Aliás, muito mal tenho noites de sono, indo mais pro campo da normalidade....

E, como toda mãe moderna, classe média, e separada da união que nunca nem aconteceu, eu ralo. Ralo muito. Ralo firme. Ralo bem. Saio às sete, quando o sol acabou de dar as caras. Volto às sete, quando ele acabou de ir. E, já na subida dos muitos lances de escada que separam a portaria do meu prédio do meu apartamento (no último andar de um sem elevador!), eu vou repetindo pra mim que ele não tem nada a haver com toda a frustração, cansaço, dores e raivas que eu possa estar. Já subo ensaiando o sorriso, resgatando a disposição e estabelecendo uma separação entre o lar e o não-lar, buscando ser (e dar) o melhor de mim. Já subo me preparando pra participar e afastando a tentadora idéia de me jogar na cama. Já subo imaginando o sorrisinho mais lindo que vai estar lá pra me receber, e subo mais rápido só de pensar naquele corpinho pequenininho se mexendo perfeitamente e casando palavrinhas, formando frases perfeitas, surpreendendo a cada dia... Já subo pra ele, e simplesmente por ser pra ele.

E eis que chego em casa ante-ontem e me deparo com meu filho se despedindo da babá com um beijo. Um não. Vários. Acompanhando-a pelo corredor e gritando "tchau" enquanto ela sumia na escadaria sem fim.
... E me recebendo pedindo um Batman igual ao do João Pedro!!!
E, na minha tentativa de abraçá-lo forte, com um sutil empurrãozinho, ele retornou ao Batman do João Pedro!...
E, mesmo com uma resposta meia boca minha de "depois a gente fala do Batman" e com o meu pedido sorridente por um beijo, mais uma vez, o maldito Batman do João Pedro!!!!...

Porra! E o MEU beijo???...

Lógico que, numa má separação do binômio mulher moderna já exposto entre o lar e o não-lar, eu despejei, numa bronca exagerada, que eu era mãe e não banco. Que ele está muito mal acostumado, que ele tem muitos brinquedos e blá blá blá...

Bronca exagerada porque eu trouxe, na longa extensão não citada do "blá blá blá", toda a frustração do resultado vazio de um esforço absurdo. Trouxe a raiva por ralar igual a uma corna pra pagar aluguel, luz, gás, telefone, escola e, inclusive, a amada babá, e ter, em troca, a imagem de viabilizadora de conquistas materiais pro meu filho. Beijo??? Não!!! Eu quero é Batman!!!
E como doeu!!!...

Depois da extensa bronca, ele dormiu. E eu chorei. E eu tentei entender esse mundo. E eu tentei entender a lógica em trabalhar o dia inteiro pra poder dar tudo pra alguém, tendo como preço mais caro, a distância deste mesmo alguém. Eu juro que eu tentei entender... Aliás... eu juro que tô tentando até agora!... E eu sei que é qualidade e não quantidade. Clichêzão, eu sei. Mas dói perceber que os beijos tão virando Batmans. E eu não quero deixar isso.
Não quero!!!!...

sábado, 19 de julho de 2008

sutilezas

*foto do tato.

unhonas!

Minha unha está grande!
Muito grande!
Tão grande que faz barulho quando bate na mesa.
Tão grande que eu coço meu rosto sem encostar a ponta do dedo.
Tão grande que eu aperto o botão do microondas só com ela.
Tão grande!...
E eu me sinto tão feminina por causa da minha unha tão grande!
E eu fico olhando pra minha mão com tanto orgulho!
E fico batendo na mesa e coçando o rosto e apertando botões...
Só pra me lembrar que ela está tão grande!...
E é engraçado...
Coisa tão pequena (1,5 cm em cada unha!), mas faz uma diferença tão grande!...
Tão grande!...
rs...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

desmotivação

Nossa!
Há um tempão sem postar!...

Curiosa a dificuldade que eu tenho de manter as coisas.
Tudo é fogo de fósforo.
Acende forte, queima com vontade, mas por pouco tempo.
A brasinha morna que aconchega nem 'chega a chegar'.

Me dedico muito e pra sempre por um ou dois meses.
Depois desmotivo.
Desvalorizo.
E pulo prum outro galho.
E me supreendo e me empolgo e me entrego.
E me frustro.
E começo tudo outra vez.

"E lá vou eu de novo!
Tudo de novo dum novo começo..."
Aqui, dentro de mim.

E quero tanto aprender a recriar.
A trocar as roupas do que é velho, a reiventar.

E quero tanto aprender a manter,
Ao invés de conquistar....

Aprender a atribuir a real dimensão de tudo.
Deixar de fantasiar.

Sei lá...Quero voltar a acreditar.
Preciso!
Muito!
Mesmo!
Já!..............

quinta-feira, 3 de julho de 2008

antes de ser mãe

Recebi esse textinho por e-mail.
Me fez rir e chorar.
Então... resolvi postar! :)


Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos ainda quentes
Eu não tinha roupas manchadas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.
Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.
Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim, nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.
Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda ...
Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não pude estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina pudesse mudar tanto a minha vida.
Eu nunca imaginei que pudesse amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.
Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.
Eu não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.
Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante.
Antes de ser mãe eu nunca me levantei à noite a cada 10 minutos para me certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.
Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus , por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada Deus por permitir-me ser Mãe!