Dor maior do que consigo expressar.
Raiva, culpa, angústia, desespero.
Grito abafado, choro engulido.
Medo. Muito, muito, muito medo.
Falta o chão.
Falta o ar.
E eu continuo não conseguindo acreditar.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
me confunde, mas me justifica...
Sensação enorme de vazio por aqui.
Ando passando por dias sem cor.
Dentro de mim tudo passa numa velocidade incrível. Há lista de insatisfações, preocupações, descontentamentos e frustrações que fica sendo repetida involuntariamente, girando numa frequência frenética e incontrolável. Não consigo acompanhar sequer pra discernir quais os pontos ali presentes. Só me canso (muito!), e me angustio.
Vez ou outra consigo perceber um tópico. Não sei se, de fato, consigo "pescar" ou se escolho algum mais óbvio pra me ocupar e dar a sensação de produtividade emocional. Mas, de qualquer forma, busco entender. Busco mensurar sua importância no todo pra não o eleger injustamente como um ícone que carregaria o peso de todo o resto - só seria uma outra forma de fugir. Tento me concentrar, medir, avaliar, inter-relacionar mas não consigo terminar. É como se, pra olhar pra algo individualmente, eu precisasse me trancar num cômodo vazio e deixar o furacão lá fora. E ele fica tentando entrar, forçando a porta. E o esforço que eu tenho que fazer pra conseguir mantê-lo distante exige demais... E a minha falta de energia já não consegue resistir. E ele volta. Sempre volta. Volta pra me exaurir, pra me confundir, pra me justificar.
Volta pra ser a minha desculpa perfeita de não ter que buscar mudar. Volta pra ser a névoa que não me deixa constatar o que eu já não sei se tenho garras pra conseguir liquidar. Volta. Sempre volta. E fica sempre a pergunta de até que ponto é um alívio - ainda que doentio. Até que ponto a falta de alternativas efetivas pra imprimir uma mudança substancial celebra este retorno. Até que ponto há uma substituição da frustração desesperada por estar num beco sem saída imediata, pela frustração de simplesmente não conseguir nada constatar. Aquela é rasgada, arrependida, dolorida; esta é angustiante, sim, porém dispersa, confusa, desfocada. Talvez mais cômoda e menos visceral, ainda que também menos produtiva... Mas só talvez.
E, no depósito aqui ao lado, eis que alguém canta, gritando: "na verdade continuo, sob a mesma condição... distraindo a verdade, enganando o coração"...
Continuamos, amigo.
Só não se sabe até quando...
Ando passando por dias sem cor.
Dentro de mim tudo passa numa velocidade incrível. Há lista de insatisfações, preocupações, descontentamentos e frustrações que fica sendo repetida involuntariamente, girando numa frequência frenética e incontrolável. Não consigo acompanhar sequer pra discernir quais os pontos ali presentes. Só me canso (muito!), e me angustio.
Vez ou outra consigo perceber um tópico. Não sei se, de fato, consigo "pescar" ou se escolho algum mais óbvio pra me ocupar e dar a sensação de produtividade emocional. Mas, de qualquer forma, busco entender. Busco mensurar sua importância no todo pra não o eleger injustamente como um ícone que carregaria o peso de todo o resto - só seria uma outra forma de fugir. Tento me concentrar, medir, avaliar, inter-relacionar mas não consigo terminar. É como se, pra olhar pra algo individualmente, eu precisasse me trancar num cômodo vazio e deixar o furacão lá fora. E ele fica tentando entrar, forçando a porta. E o esforço que eu tenho que fazer pra conseguir mantê-lo distante exige demais... E a minha falta de energia já não consegue resistir. E ele volta. Sempre volta. Volta pra me exaurir, pra me confundir, pra me justificar.
Volta pra ser a minha desculpa perfeita de não ter que buscar mudar. Volta pra ser a névoa que não me deixa constatar o que eu já não sei se tenho garras pra conseguir liquidar. Volta. Sempre volta. E fica sempre a pergunta de até que ponto é um alívio - ainda que doentio. Até que ponto a falta de alternativas efetivas pra imprimir uma mudança substancial celebra este retorno. Até que ponto há uma substituição da frustração desesperada por estar num beco sem saída imediata, pela frustração de simplesmente não conseguir nada constatar. Aquela é rasgada, arrependida, dolorida; esta é angustiante, sim, porém dispersa, confusa, desfocada. Talvez mais cômoda e menos visceral, ainda que também menos produtiva... Mas só talvez.
E, no depósito aqui ao lado, eis que alguém canta, gritando: "na verdade continuo, sob a mesma condição... distraindo a verdade, enganando o coração"...
Continuamos, amigo.
Só não se sabe até quando...
quarta-feira, 20 de julho de 2011
eu, sem mim
Vontade desesperada de encontrar algum indício de construções mentais produtivas em mim.
É como se o meu valor fosse medido pela capacidade crítico-analítica, que já não existe mais.
Pensamentos flutuantes, teorias sem consistência, palavras pela metade.
Eu, sem mim.
Vazio assim.
É como se o meu valor fosse medido pela capacidade crítico-analítica, que já não existe mais.
Pensamentos flutuantes, teorias sem consistência, palavras pela metade.
Eu, sem mim.
Vazio assim.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Oração
Deus, conceda-me serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar;
Coragem pra modificar aquelas que eu posso;
E sabedoria pra reconhecer a diferença.
Coragem pra modificar aquelas que eu posso;
E sabedoria pra reconhecer a diferença.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Ódio
Sinapses aceleradas
Falta de ar
Dentes trincados.
- Inquietude.
Ondas de calor
Sobressaltos no peito
Vingança na alma.
- Ansiedade.
Mão fechada forte
Vontade de não ser
E de rosnar, de surrar e de morder.
- Impulso (de me perder).
Falta de ar
Dentes trincados.
- Inquietude.
Ondas de calor
Sobressaltos no peito
Vingança na alma.
- Ansiedade.
Mão fechada forte
Vontade de não ser
E de rosnar, de surrar e de morder.
- Impulso (de me perder).
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
passes x chutes
Assistindo ao jogo de futebol de hoje* ouvi uma descrição fantástica: "eles não lançam, eles se livram da bola".
Quando ouvi eu entendi, encaixei no contexto da partida específica e dos chutões meio sem planejamento sendo dados, achei graça, mas quase perdi a brilhante chance de realmente aproveitar a deixa. A oportunidade de olhar e pensar nas minhas atuações dentro deste contexto.
Até que ponto lido com as situações da nossa vida como um "lançamento", de uma forma coerente e estruturada; e até que ponto simplesmente "me livro da bola", de maneira desesperada, como se as decisões fossem batatas-quentes e as atuações se limitassem ao cumprimento da missão de passar pra próxima? Sem análise, sem mensurar consequências, sem ter um objetivo a ter atingido - nada! Até que ponto ajo apenas pela necessidade última de agir, quase que como uma reação necessária, mas sem o mínimo de consideração com as implicâncias num plano geral?....
Até que ponto eu me livro da bola?
* Brasil x Ucrânia, Milton Leite narrando....
Quando ouvi eu entendi, encaixei no contexto da partida específica e dos chutões meio sem planejamento sendo dados, achei graça, mas quase perdi a brilhante chance de realmente aproveitar a deixa. A oportunidade de olhar e pensar nas minhas atuações dentro deste contexto.
Até que ponto lido com as situações da nossa vida como um "lançamento", de uma forma coerente e estruturada; e até que ponto simplesmente "me livro da bola", de maneira desesperada, como se as decisões fossem batatas-quentes e as atuações se limitassem ao cumprimento da missão de passar pra próxima? Sem análise, sem mensurar consequências, sem ter um objetivo a ter atingido - nada! Até que ponto ajo apenas pela necessidade última de agir, quase que como uma reação necessária, mas sem o mínimo de consideração com as implicâncias num plano geral?....
Até que ponto eu me livro da bola?
* Brasil x Ucrânia, Milton Leite narrando....
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
defesa quase cruel
Há vezes em que a vida te atropela, como um rolo compressor.
Ela simplesmente te esfrega na cara uma realidade
da qual, nem que você quisesse, conseguiria fugir.
Te impõe uma verdade sem te dar a mínima pista
de como agir a partir dali.
Te desnuda o padrão e te tira o chão.
Cruel assim.
Fico meio sem saber se eu agradeço o parto da percepção
ou se eu maldigo o tempo em que se deu.
Fico sem saber como agir.
Eu, que sempre me orgulhei das minhas opções,
pega no flagrante no golpe mais baixo.
Tendo as entranhas da minha crueldade
explicitadas em voz baixa, numa simples constatação.
Não teve grito, não teve raiva, não teve nada.
Teve apenas eu, me envergonhando de mim.
De todas as muletas que com o tempo fui cerceando,
ficou a sedução.
Ficou o jogo,
a sensação.
Ficou o prazer sádico de ir até onde fosse preciso
pra ter o que eu queria.
De um jeito quase cruel,
sem consideração.
Ficou o estranho dom de transformar os sentimentos alheios
em massinha de modelar.
E a estranha defesa de apenas assim,
conseguir me encontrar.
Necessidade de controle.
Medo da decepção.
E agora não sei mais como agir.
Como quem não sabe onde, em público, colocar as mãos.
Não sei.
Momento daqueles em que é preciso abaixar a cabeça,
aceitar a verdade,
renunciar ao padrão.
É estranho perceber que eu não sei ao certo quem eu sou
sem lançar mão de comportamentos que eu mesma não aprovo.
Não me imagino tendo a nobreza de respeitar limites
quando quero alguém.
Ainda que eu saiba que não haja correspondência
nas estratificações do querer - o que torna tudo injusto,
egoísta, desumano,
não me imagino.
Talvez pra conseguir sobreviver na selva
eu tenha ficado mais selvagem do que eu gostaria.
Talvez.
Ela simplesmente te esfrega na cara uma realidade
da qual, nem que você quisesse, conseguiria fugir.
Te impõe uma verdade sem te dar a mínima pista
de como agir a partir dali.
Te desnuda o padrão e te tira o chão.
Cruel assim.
Fico meio sem saber se eu agradeço o parto da percepção
ou se eu maldigo o tempo em que se deu.
Fico sem saber como agir.
Eu, que sempre me orgulhei das minhas opções,
pega no flagrante no golpe mais baixo.
Tendo as entranhas da minha crueldade
explicitadas em voz baixa, numa simples constatação.
Não teve grito, não teve raiva, não teve nada.
Teve apenas eu, me envergonhando de mim.
De todas as muletas que com o tempo fui cerceando,
ficou a sedução.
Ficou o jogo,
a sensação.
Ficou o prazer sádico de ir até onde fosse preciso
pra ter o que eu queria.
De um jeito quase cruel,
sem consideração.
Ficou o estranho dom de transformar os sentimentos alheios
em massinha de modelar.
E a estranha defesa de apenas assim,
conseguir me encontrar.
Necessidade de controle.
Medo da decepção.
E agora não sei mais como agir.
Como quem não sabe onde, em público, colocar as mãos.
Não sei.
Momento daqueles em que é preciso abaixar a cabeça,
aceitar a verdade,
renunciar ao padrão.
É estranho perceber que eu não sei ao certo quem eu sou
sem lançar mão de comportamentos que eu mesma não aprovo.
Não me imagino tendo a nobreza de respeitar limites
quando quero alguém.
Ainda que eu saiba que não haja correspondência
nas estratificações do querer - o que torna tudo injusto,
egoísta, desumano,
não me imagino.
Talvez pra conseguir sobreviver na selva
eu tenha ficado mais selvagem do que eu gostaria.
Talvez.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Blasé não mais!...
Um ano, praticamente. Um ano sem postar. Um ano sem escrever. Um ano fugindo do compromisso de (tentar) me ver.
Na verdade um ano em que eu preferi simplesmente estar no curso, sem buscar muito tentar entender a latitude ou a longitude psicológica da ocasião. O frenesi interno constante chegou a um ponto tão cansativo, que me fez simplesmente parar. Abstrair. Levitar. Não sentir. O "universo frenético do dentro-entorno de mim"[1] chegou ao limite e extrapolou as medidas da sanidade.
"Queria a descrição perfeita que me fizesse enxergar e que me ajudasse a perceber tudo que tá dentro de mim. / Tudo aquilo que gira aqui dentro, mas que parece ser a minha volta, sem que eu me misture nem faça parte. Apenas um filme, rápido, em torno da minha mente. / Me deixa tonta e não me deixa perceber cada uma das cenas. Elas apenas passam, enquanto eu tento conseguir captar. / E é tão rápido que acho que, ainda que eu conseguisse, não me satisfaria, pois deixaria alguma coisa passar."[1]
O mecanismo interno de análise constante sucumbiu à pressão. O que antes era avidez por definições e ansiedade pela apreensão de cada pequeno estímulo, foi aos poucos se cansando. Foi se arrastando até transformar a percepção, antes próxima, numa "vida distante acontecendo"[2].
"Hoje tá tudo meio distante. / Os sons, as cores, as imagens. / Tudo distante e frenético ao mesmo tempo./ Assisto às pessoas como se eu estivesse numa bolha. / Como se não fizéssemos parte do mesmo meio."[2]
Por fim, cansada demais da resistência nas trincheiras psicológicas, me rendi. Declarei a vitória da homogenização imposta pela dinâmica social contemporânea e recolhi a bandeira pela qual lutava com orgulho. Me calei, abaixei a cabeça e me deixei levar pelo transe. Me enquadrei. "Zumbi"[3].
"Quando entra-se na vida, / quando tudo se mistura com o dia, / quando tudo simplesmente acontece / e quando a sucessão de fatos não permite que a eles se sobreponha uma análise inteligente / fica o vazio da ação automática de uma repetição de rotina. / Fica a falta do ego inflado pela perspicácia de uma auto sacação. / Fica só um acorda e dorme zumbi. / Nada mais."[3]
Entre me render ao piloto automático e parar de me olhar foi um passo. Era mais fácil não ter o trabalho de constatar a rendição. A partir daí, então, foram muitos passos num estado de espírito alheio a tudo - seja do mundo ou de mim. Tem sido, na verdade. Sensação de que nada me afeta ou me interessa muito. De que tudo está distante. De que a vida está sendo vivida pelo acúmulo de dias que passam, mas sem muita energia no seu desenrolar. Nada é exatamente visto, pensado, avaliado. Nada é exatamente sentido. Nada é exatamente relacionado. Blasé.
Me olho no espelho e não me reconheço. Me recuso a acreditar que estou vendendo os meus tesouros tão barato assim. A cada nova estação, um novo desejo vazio. Uma nova causa furada. Desvalorização absoluta do tempo, que antes sempre foi tão estimado. Me recuso a acreditar que isso é tudo que eu tenho pra mim.
Blasé não mais!...
[1] Postado em 24/08/08
[2] Postado em 14/11/2008
[3] Postado em 09/07/2009
Na verdade um ano em que eu preferi simplesmente estar no curso, sem buscar muito tentar entender a latitude ou a longitude psicológica da ocasião. O frenesi interno constante chegou a um ponto tão cansativo, que me fez simplesmente parar. Abstrair. Levitar. Não sentir. O "universo frenético do dentro-entorno de mim"[1] chegou ao limite e extrapolou as medidas da sanidade.
"Queria a descrição perfeita que me fizesse enxergar e que me ajudasse a perceber tudo que tá dentro de mim. / Tudo aquilo que gira aqui dentro, mas que parece ser a minha volta, sem que eu me misture nem faça parte. Apenas um filme, rápido, em torno da minha mente. / Me deixa tonta e não me deixa perceber cada uma das cenas. Elas apenas passam, enquanto eu tento conseguir captar. / E é tão rápido que acho que, ainda que eu conseguisse, não me satisfaria, pois deixaria alguma coisa passar."[1]
O mecanismo interno de análise constante sucumbiu à pressão. O que antes era avidez por definições e ansiedade pela apreensão de cada pequeno estímulo, foi aos poucos se cansando. Foi se arrastando até transformar a percepção, antes próxima, numa "vida distante acontecendo"[2].
"Hoje tá tudo meio distante. / Os sons, as cores, as imagens. / Tudo distante e frenético ao mesmo tempo./ Assisto às pessoas como se eu estivesse numa bolha. / Como se não fizéssemos parte do mesmo meio."[2]
Por fim, cansada demais da resistência nas trincheiras psicológicas, me rendi. Declarei a vitória da homogenização imposta pela dinâmica social contemporânea e recolhi a bandeira pela qual lutava com orgulho. Me calei, abaixei a cabeça e me deixei levar pelo transe. Me enquadrei. "Zumbi"[3].
"Quando entra-se na vida, / quando tudo se mistura com o dia, / quando tudo simplesmente acontece / e quando a sucessão de fatos não permite que a eles se sobreponha uma análise inteligente / fica o vazio da ação automática de uma repetição de rotina. / Fica a falta do ego inflado pela perspicácia de uma auto sacação. / Fica só um acorda e dorme zumbi. / Nada mais."[3]
Entre me render ao piloto automático e parar de me olhar foi um passo. Era mais fácil não ter o trabalho de constatar a rendição. A partir daí, então, foram muitos passos num estado de espírito alheio a tudo - seja do mundo ou de mim. Tem sido, na verdade. Sensação de que nada me afeta ou me interessa muito. De que tudo está distante. De que a vida está sendo vivida pelo acúmulo de dias que passam, mas sem muita energia no seu desenrolar. Nada é exatamente visto, pensado, avaliado. Nada é exatamente sentido. Nada é exatamente relacionado. Blasé.
Me olho no espelho e não me reconheço. Me recuso a acreditar que estou vendendo os meus tesouros tão barato assim. A cada nova estação, um novo desejo vazio. Uma nova causa furada. Desvalorização absoluta do tempo, que antes sempre foi tão estimado. Me recuso a acreditar que isso é tudo que eu tenho pra mim.
Blasé não mais!...
[1] Postado em 24/08/08
[2] Postado em 14/11/2008
[3] Postado em 09/07/2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
tantas coisas....
Tanto tempo sem postar. Tanta coisa pra dizer...
Queria falar do conceito do processo de se fechar num mundo seu pra diminuir o grau de variáveis possíveis, num intuito inconsciente e desesperado de tentar lidar com mudanças bruscas. Queria falar de como descobri que minhas necessidades não são as alheias. Queria falar da dificuldade gritante de viver no hoje sem esperar que ele tenha determinados componentes chaves como pré requisitos de adequação. Queria falar da ansiedade velada em mim, por coisas que eu nem sei ao certo quais são.
Queria falar.... de tantas coisas... mas só com o tempo mesmo... com o tempo.....
Tempo! Parece piada!...
Queria falar do conceito do processo de se fechar num mundo seu pra diminuir o grau de variáveis possíveis, num intuito inconsciente e desesperado de tentar lidar com mudanças bruscas. Queria falar de como descobri que minhas necessidades não são as alheias. Queria falar da dificuldade gritante de viver no hoje sem esperar que ele tenha determinados componentes chaves como pré requisitos de adequação. Queria falar da ansiedade velada em mim, por coisas que eu nem sei ao certo quais são.
Queria falar.... de tantas coisas... mas só com o tempo mesmo... com o tempo.....
Tempo! Parece piada!...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
momento
Dias de muitas descobertas e definições - e pouco tempo pra escrever.
Muito movimento contrário.
Muitos reencontros.
Dias bons de se viver.
E agora, com Lucas voltando, me pergunto - será que vou conseguir manter?
Muito movimento contrário.
Muitos reencontros.
Dias bons de se viver.
E agora, com Lucas voltando, me pergunto - será que vou conseguir manter?
terça-feira, 11 de agosto de 2009
hope.....
Esperança pelos tempos que vêm.
Receio de me abrir e não valer
De apostar e me arrepender.....
Mas esperança, pelos tempos que vêm.
Receio de me abrir e não valer
De apostar e me arrepender.....
Mas esperança, pelos tempos que vêm.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Cartas pro Lucas
Mágicas pílulas de sonho e encanto, alegrando as noites, fazendo brotar sorrisos (no rosto e no coração) e dando asas pra alma.
Obrigada!
Obrigada!
domingo, 2 de agosto de 2009
raiz
Faltava o grupo
O que tivesse interesses similares
Faltava a roupa
A que coubesse perfeitamente naquele contexto
Fatava a aura
A que encantaria aquele lugar
Faltava o sucesso
O que traria tranquilidade e reconhecimento
Faltava a grana
A que me daria um carro, um apartamento
Faltava a pessoa
A que se encaixaria no sentimento.
Mas, na verdade, não faltava nada disso.
E eu sempre tentei mascarar o vazio com a esperança de um próximo passo satisfatório
Ainda que, uma caminhada depois, permanecesse a insatisfação.
Falta raiz.
Nada mais.
O que tivesse interesses similares
Faltava a roupa
A que coubesse perfeitamente naquele contexto
Fatava a aura
A que encantaria aquele lugar
Faltava o sucesso
O que traria tranquilidade e reconhecimento
Faltava a grana
A que me daria um carro, um apartamento
Faltava a pessoa
A que se encaixaria no sentimento.
Mas, na verdade, não faltava nada disso.
E eu sempre tentei mascarar o vazio com a esperança de um próximo passo satisfatório
Ainda que, uma caminhada depois, permanecesse a insatisfação.
Falta raiz.
Nada mais.
sábado, 1 de agosto de 2009
deserto... mais um!
Sem o faz de conta de uma futura família, sem procurar apartamento como se fosse pro dia seguinte, sem planejar a decoração como se fosse acontecer.
Tirando os planos do futuro e o Lucas - resumo do presente, não fica muita coisa.
Fica o vazio.
E ainda que haja a consiência de que o vazio é o prenúncio da renovação, ainda assim é vazio.
É deserto, mesmo que antes do oásis.
... E que eu tenha forças pra caminhar até lá!... :)
Tirando os planos do futuro e o Lucas - resumo do presente, não fica muita coisa.
Fica o vazio.
E ainda que haja a consiência de que o vazio é o prenúncio da renovação, ainda assim é vazio.
É deserto, mesmo que antes do oásis.
... E que eu tenha forças pra caminhar até lá!... :)
domingo, 26 de julho de 2009
O fim da gargalhada e das mentiras suaves
cansada de tanta verdade na cara
cortina rasgada
vontade de fugir.
sentada num quase escuro
ouvindo "the end" do the doors
pela décima vez.
não era pra ser assim.
"Desperately in need...of some...strangers hand
In a...desperate land
Lost in a roman...wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah"
cortina rasgada
vontade de fugir.
sentada num quase escuro
ouvindo "the end" do the doors
pela décima vez.
não era pra ser assim.
"Desperately in need...of some...strangers hand
In a...desperate land
Lost in a roman...wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah"
sexta-feira, 17 de julho de 2009
foi
Foi.
Sobreposição sequenciada que torna quase imperceptível a transição.
Era, não mais é.
Sem marco, sem grito, sem linha divisória.
Foi.
-----
Foi.
Sem marco, sem grito, sem linha divisória.
Era, não mais é.
Sobreposição sequenciada que torna quase imperceptível a transição.
Foi.
Sobreposição sequenciada que torna quase imperceptível a transição.
Era, não mais é.
Sem marco, sem grito, sem linha divisória.
Foi.
-----
Foi.
Sem marco, sem grito, sem linha divisória.
Era, não mais é.
Sobreposição sequenciada que torna quase imperceptível a transição.
Foi.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
dente quebrado
Acho que meu dente quebrou.
Não sei quando
Nem onde
Nem com o que.
Quebrou
Eu acho.
Deduzi.
Pela ausência que senti
De uma parte.
Na sazonal olhada pra mim
Do espaço corrido do taxi
Senti.
Uma ponta, lá atrás.
Nos dez minutos
Que separam meus mundos
Tive a sensação.
Meu dente quebrou.
Sensação...
Ou será que foi sempre assim
E ter tempo, pra mim
É ainda pior?
Será que sempre teve essa maldita ponta
E que isso aponta
Uma falta maior?...
Meu dente quebrou.
Prefiro acreditar.
Não sei quando
Nem onde
Nem com o que.
Quebrou
Eu acho.
Deduzi.
Pela ausência que senti
De uma parte.
Na sazonal olhada pra mim
Do espaço corrido do taxi
Senti.
Uma ponta, lá atrás.
Nos dez minutos
Que separam meus mundos
Tive a sensação.
Meu dente quebrou.
Sensação...
Ou será que foi sempre assim
E ter tempo, pra mim
É ainda pior?
Será que sempre teve essa maldita ponta
E que isso aponta
Uma falta maior?...
Meu dente quebrou.
Prefiro acreditar.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
zumbi
quando entra-se na vida,
quando tudo se mistura com o dia,
quando tudo simplesmente acontece
e quando a sucessão de fatos não permite que a eles se sobreponha uma análise inteligente
fica o vazio da ação automática de uma repetição de rotina.
Fica a falta do ego inflado pela perspicácia de uma auto sacação.
Fica só um acorda e dorme zumbi.
Nada mais.
quando tudo se mistura com o dia,
quando tudo simplesmente acontece
e quando a sucessão de fatos não permite que a eles se sobreponha uma análise inteligente
fica o vazio da ação automática de uma repetição de rotina.
Fica a falta do ego inflado pela perspicácia de uma auto sacação.
Fica só um acorda e dorme zumbi.
Nada mais.
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